Como
a tinta
que
escorre da esfera
e
tinge o papel do caderno
a
formar letras e rabiscos
do
novo que se aprende
ou
daquilo que se quer dizer
e
deixar pra história,
tenho
marcas de você
se
escrevendo em minha história.
Tudo
é inédito,
tudo cheira bem,
tudo
é leveza e flores,
tudo
se encaixa perfeitamente
no
espaço vazio da solidão
que
há pouco pediu as contas
e um tempo de mim.
Sidney
Lima 21/10/2012
Poética
As coisas,
o tempo,
sentimentos,
dores,
amores,
rumores,
os micos,
os picos,
sorrisos,
lágrimas,
fantasmas,
cores,
corpos,
a ilusão,
a solidão,
a verdade,
a maldade
as mentiras,
as tripas,
o coração,
o sexo,
o nexo,
a tristeza,
as alegrias,
a agonia,
religião,
a física,
a metafísica,
a psiqué,
meu filho,
minha mãe,
amigos,
irmãos
vestígios,
mistérios,
paixão,
contramão...
Tudo guardadoAs coisas,
o tempo,
sentimentos,
dores,
amores,
rumores,
os micos,
os picos,
sorrisos,
lágrimas,
fantasmas,
cores,
corpos,
a ilusão,
a solidão,
a verdade,
a maldade
as mentiras,
as tripas,
o coração,
o sexo,
o nexo,
a tristeza,
as alegrias,
a agonia,
religião,
a física,
a metafísica,
a psiqué,
meu filho,
minha mãe,
amigos,
irmãos
vestígios,
mistérios,
paixão,
contramão...
deixado
do lado
da vida
vestido
de fantasia
escrita
com sangue
e rima
no ritmo
da poesia. Sidney Lima 30\10\2012
OS LOUCOS
Viva os loucos
a quem restou o amor
Aquele que sonha
que o sonho é real
Aquele que ama
o que não se pode amar
Aquele a quem a vida
está acima da concretude
Viva os loucos
com quem Deus fala de perto
Aquele que é a criança em plenitude
Aquele que entende
que a razão
É um barco à deriva
No oceano da insanidade
Viva os loucos
que vê o invisível
Que sorri do inrisível
Que reinventa o carnaval
Para pôr a máscara da realidade
Fim do ato
Saio agora, amor, assim
Do nosso palco
Sem abaixar as cortinas do amor
Saio sem gritos, sem choro, sem desespero,
Saio descalço, sem barulho nem estardalhaço
(Você mal perceberá que é o fim do ato...)
Se uma lágrima corre sobre meu rosto agora,
Provavelmente o tempo a secará,
Se a saliva de tua boca
Há pouco molhou a minha,
Logo outro beijo me tocará...
Nem mais pergunto quem além de mim
Te amará igual (sei que mais ninguém o fará),
Pois todos podem amar igual a nós...
( _ Será?)
Trancarei teu amor em meu peito
Até que um dia
Alguém venha te libertar
Guardarei seu sorriso em meu leito
Onde outro alguém se deitará
Mas se quiserem arrebatar minha alma
E resgatar o resto de amor
Que já não sobra
Amor nenhum encontrarão
Pois só a ti posso entregar...
(SIDNEY LIMA 01/05/08)
Abra tuas mãos,
pega as minhas.
Guarda no calor das tuas
meu segredo...
É só minha e tua
esta rua;
é só meu e teu
este medo
de cair das mãos
nosso anel
e acabar no chão
o brinquedo.
EU, VOCÊ E A POESIA
Nossa viagem começa assim:
nós dois seguimos juntos nas trilhas
da poesia,
seguimos passo a passo nos versos,
dançamos na cadência rítmica das
rimas...
Mas se não houver rimas,
marcaremos o ritmo na musicalidade das
palavras;
e com elas pintaremos as imagens com
as cores da ilusão...
Através das palavras, nossos corpos se
revelarão,
nas palavras, também, haverá espaço
para a lua e para a noite,
para amores e para as flores,
e para todas as coisas que cabem num
coração...
Selaremos, enfim, o poema no último
verso
com as salivas de nosso beijo!
Ao meu favor
Lá vem o destino
me jogando nos braços
de minha felicidade.
Tirando-me um pouco aqui,
oferecendo-me algo ali
ajustando as arestas,
soprando a poeira de tristezas,
vestindo-me de esperanças
para depois me trazer
de volta
renovado, maduro, alegre
ao encontro do que me preparam
as forças positivas do Universo.
me jogando nos braços
de minha felicidade.
Tirando-me um pouco aqui,
oferecendo-me algo ali
ajustando as arestas,
soprando a poeira de tristezas,
vestindo-me de esperanças
para depois me trazer
de volta
renovado, maduro, alegre
ao encontro do que me preparam
as forças positivas do Universo.
19/06/2012







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